segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Platão,Pitágoras e Descartes- Osvaldo


É muito tentador dizer que não foi somente Descartes que se baseou na inteligibilidade do ser imutável das matemáticas para sua proposição ao conhecimento.
Talvez podemos inferir que Platão diria que a morte de Sócrates foi o momento Da virada em sua vida, pois Atenas não era mais um local seguro para os discípulos de Sócrates, sendo assim, ele vagou exilado pelo mundo mediterrâneo por mais de uma década, finalmente chegando à Sicilia, onde encontrou uma seita de pitagóricos.
Pitágoras fundou um culto “bizarro” de matemáticos no século VI AC, que acreditava poder compreender a natureza do cosmos através dos números . Penso que até aí tudo bem, mas o que vem a seguir é muito duvidoso.
Para purificar suas mentes para os cálculos místicos, os pitagóricos fizeram um voto de “segredo”, só podiam vestir branco, e não praticar nenhum ato sexual.
Alguns outros princípios do culto eram tanto estranhos, como a proibição de “tocar” em feijões.
Poderíamos também deduzir o mote de Pitágoras como “tudo é um numero”, o que significava que nosso universo material e bagunçado é a expressão imperfeita de um universo abstrato superior, um perfeito e harmonioso reino dos números. Vemos aqui outra fonte inspiradora para Platão, ao no mínimo algo que viria corroborar com suas premissas finais.
Bem, a exposição a esta teoria levou Platão à conclusão de que a verdade “real” era abstrata, e como os números, havia a verdade imutável e eterna.
Podemos dizer que todas as cadeiras, por exemplo, são simplesmente um “expressão” da idéia de uma cadeira, e embora nossas cadeiras “reais” sejam falhas e temporárias (Parmênides?). A idéia ou forma de uma cadeira é eterna e imutável.
Depois de passada toda a historia de Platão, de quando foi escravo do rei da Siracusa , e finalmente na Academia, o filósofo livrou o pitagorismo de seus rituais bizarros.

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